2025/04/06

Meu Mundo e Nada Mais 2.0

Boa madrugada, caro leitor desavisado!

Mais uma vez, estou aproveitando o meu notebook para fazer backup do telefone (vai ser um longo processo, pelo visto). Enquanto isso, aproveito para dar uma leve massacrada no teclado.




Acho curioso o algoritmo das redes sociais. Entenda que, por curioso, estou cometendo um eufemismo para "bizarro, invasivo, black mirror, etc", porque acho uma invasão de privacidade do baralho. Ah, sim, eu tenho uma criança de 4 anos, então, sim, eu vou censurar os palavrões. Sou adepta ao uso terapêutico das palavras chulas, especialmente, na entonação e na força ao pronunciá-los. Mas não quero que meu pequeno papagaio repita expressões inapropriadas para sua tenra infância, então, censurá-las-ei. E faço uso da mesóclise com a mesma opulência de um ex-presidente.

Mas, voltando, desde a minha primeira postagem aqui, estou com "Meu mundo e nada mais" na cabeça. Eu adoro essa música, acho triste e profunda ao mesmo tempo que ela me dá um pouco de resignação e esperança. Não sei explicar, mas é uma música visual para mim.

Ocorre que, justamente em razão da total falta de privacidade de uma certa rede social que consagrou o termo "arrasta pra cima", que tem por hábito registrar tudo o que falamos e, em 2017, por exemplo, ofereceu propagando de Kwell enquanto conversava sobre piolho com uma amiga de trabalho... , apareceu para mim um perfil que explicava a origem da música de Guilherme Arantes.

Ela teria sido escrita quando o compositor e cantor tinha 16 anos, e foi motivada por episódios de bullying que ele teria passado quando no colégio. Ele era adiantado na escola, que só tinha alunos do sexo masculino, e foi perseguido.

Obviamente, fui pesquisar sobre isso, porque eu não gosto de replicar histórias sem checar a veracidade. Para postar aqui, deixo o seguinte link para quem quiser acompanhar: https://globoplay.globo.com/v/9829695/ , na declaração do próprio em uma entrevista com Bial.

Devo confessar que isso mexeu tanto comigo, porque eu me vejo muitas vezes em questionamentos sobre os problemas em ser adiantado na escola... Mas só quem sabe o que se passa na minha cachola entende como isso mexeu comigo. Um dia, com calma e com cautela, tento abordar sobre isso.

Então, dada a "coincidência", eu precisava revisitar o primeiro post para comentar a coincidência de fato (sobre bullying e tristeza adolescente). E também comentar como uma cacofonia foi maravilhosamente usada neste música. Pausa para realmente enaltecer essa lindeza:

"Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha"

Esse jogo de palavras que brincou com "só sobraram" e "soçobraram" (fazer perder ou perder-se; fazer fracassar ou fracassar; aniquilar(-se), arruinar(-se)). Sério, que coisa mais linda! Eu me emociono quando vejo que isso foi plenamente intencional.

Cada vez mais essa música se desdobra.

2025/04/03

Bolo de Milharina

 


Receita original testada em 26/06/2011
Receita adaptada (substituição óleo) em 30/03/2025
Tempo de preparo: 20 + 40 minutos (forno)

Esse bolo combina com as festividades juninas e julinas, e ainda tem a vantagem de atender aos adeptos das receitas sem glúten. Isso porque ele não leva farinha de trigo. Também fiz a versão sem leite e dá certo.

É super fácil e rápido de fazer desde que você tenha os ingredientes.

Ingredientes

  • 1 lata de milho verde em conserva;
  • 1 copo (250ml) de leite ou leite de coco;
  • 2 ovos;
  • 1 copo de açúcar;
  • 1 1/2 copo de milharina;
  • 100g (1 tablete) de margarina forno e fogão, ou 80g de manteiga ou 1/2 xícara de óleo; e
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó.


Modo de fazer (Versão Original, com margarina)

  1. Pré-aquecer o forno. 
  2. Dividir o tablete de margarina em duas partes (80-90g por 20-10g). Misturar a maior parte da margarina com o açúcar.
  3. No liquidificador, bater a lata de milho verde (só o milho, sem a conserva) com o leite ou leite de coco e os ovos. 
  4. Depois, misturar com a margarina e o açúcar. 
  5. Acrescentar a milharina e, por último, o fermento. 
  6. Untar uma forma com a parte menor da margarina, despejar a massa do bolo por cima e assar.

Modo de fazer (Versão Adaptada 1, com manteiga)

  1. Pré-aquecer o forno. 
  2. No liquidificador, bater a lata de milho verde (só o milho, sem a conserva) com o leite ou leite de coco e os ovos.
  3. Derreter a manteiga no microondas. Usar uma pequena parte para pincelar a forma e o que sobrar vai para o liquidificador. Bater novamente.
  4. Misturar o açúcar e a milharina numa vasilha grande.
  5. Despejar o creme do liquidificador com os secos, na vasilha.
  6. Acrescentar, por último, o fermento. 
  7. Despejar a massa do bolo por cima e assar.

Modo de fazer (Versão Adaptada 2, sem leite e derivados)

  1. Pré-aquecer o forno. 
  2. Pincelar a forma com um pouco do óleo.
  3. No liquidificador, bater a lata de milho verde (só o milho, sem a conserva) com o leite de coco, os ovos e o óleo. Particularmente, a substituição padrão de 100g de margarina para 1/2 xícara de óleo pesou um pouco. Sugiro fazer com 3/8 de óleo, mas entendo que é uma medida mais difícil de dosar rsrs.
  4. Misturar o açúcar e a milharina numa vasilha grande.
  5. Despejar o creme do liquidificador com os secos, na vasilha.
  6. Acrescentar, por último, o fermento. 
  7. Despejar a massa do bolo por cima e assar.

Importante

Se a forma não for antiaderente, polvilhe a milharina ou substituto antes de jogar a massa para assar. Eu gosto muito de polvilhar com fubá.

Substituição
A milharina pode ser substituída por flocão de milho ou cuscuz. A diferença é que o bolo ficará mais denso e você sentirá mais “pedaços” de milho.

Meus mundos e nada mais

"Eu que tinha tudo
hoje estou mudo, estou mudado
À meia noite, à meia luz,
Pensando
Daria tudo por um modo de esquecer"

Citando um trecho da música "Meu mundo e nada mais", de Guilherme Arantes, tema do protagonista de "Anjo mau" (sou daquela época em que trilha sonora da Globo virava trilha sonora da nossa própria vida), começo o meu novo blog. Em tempos de X (falecido Twitter) e Threads, continuo verborrágica demais para me contar em um número limitado de caracteres. E continuo pulando de blogs como quem pula de dimensões, largando o estrago do anterior, incompleto e despedaçado, renovando a esperança no próximo universo paralelo, com o desejo de que "agora sim, vai dar tudo certo".


Vou contar um pouco sobre o motivo de eu ter mudado de novo, mas para isso preciso primeiro contextualizar o leitor desavisado. Meu último blog foi utilizado por mim em dois momentos muito ruins, os anos de 2014-2015 e de 2022-2025. Então, havia uma carga de pensamentos indigestos e postagens impublicáveis, e isso estava me arrastando para baixo, com uma grande âncora.

Isso não significa que hoje estou plena e feliz como uma pluma voando. Mas, brincando novamente com a música que tanto gosto, daria tudo por meu mundo e nada mais. E mais uma vez brincando, resolvi nomear este espaço fazendo referência ao meu mais antigo blog (quem me conhece há 20 anos talvez lembre. Era de uma época em que era super fácil montar templates fofos).

Era para ter começado em primeiro de abril, mas acho que ia parecer mentira. E ontem foi muito puxado no serviço, estava morrendo de dor de cabeça depois de ter ficado tanto tempo lendo e arrumando dados... Precisava de um descanso.

Hoje também preciso, mas estou aproveitando meu notebook para fazer backup do celular que tem menos de 800Mb de espaço, já que o Windows 11 resolveu que não reconhece meu telefone no desktop. Então, estou aqui até que a transferência de 19Gb de vídeos se conclua. Enquanto isso, aturem-me. Ou não, é só fechar o navegador.

Os mundos de Lica - porque, sim, meu nome é Lica (ok, tecnicamente meu nome tem Lica), e estou um pouco cansada de me esconder em tantos pseudônimos e personagens. Aqui só vou ser a Lica, uma adolescente aprisionada no corpo de adulta e mente de idosa, um furacão exagerado e água de poço, calma calma calma.

Tenho 41 anos, sou casada, tenho um filho, trabalho, tenho duas graduações, dezessete anos de serviço, gosto de escrever, de ler, de Miraculous e animes shoujo antigos, de fotografar e editar fotos, de tentar fingir que dessa vez vou aprender a costurar, de cozinhar (mas estou um pouco enjoada da cozinha do cotidiano), de planejar e depois ignorar todos os planejamentos, de me desafiar o tempo todo... E não gosto de me sentir para baixo, nem de rastejar pelo biscoito alheio, de procrastinar e depois me ver sufocada entre prazos exíguos, de ter ciclos de altos e baixos de energia, de ter crises de ansiedade, mania e depois depressão, de ser silenciada ou de ser diminuída...

Sou uma pessoa como todas as outras, cheias de preocupações, cheias de caos, cheias de mundos. E esses mundos que eu quero botar para fora.

Seja bem vindo(a), não repare a bagunça (e, se reparar, pode ir embora). E daqui a pouco vamos tomar banho e dormir.

Hoje não estou bem

Hoje não estou bem. Minha vontade é de sumir. Não consigo nem chorar mais. Não aguento mais pensar nos outros.