2025/04/03

Meus mundos e nada mais

"Eu que tinha tudo
hoje estou mudo, estou mudado
À meia noite, à meia luz,
Pensando
Daria tudo por um modo de esquecer"

Citando um trecho da música "Meu mundo e nada mais", de Guilherme Arantes, tema do protagonista de "Anjo mau" (sou daquela época em que trilha sonora da Globo virava trilha sonora da nossa própria vida), começo o meu novo blog. Em tempos de X (falecido Twitter) e Threads, continuo verborrágica demais para me contar em um número limitado de caracteres. E continuo pulando de blogs como quem pula de dimensões, largando o estrago do anterior, incompleto e despedaçado, renovando a esperança no próximo universo paralelo, com o desejo de que "agora sim, vai dar tudo certo".


Vou contar um pouco sobre o motivo de eu ter mudado de novo, mas para isso preciso primeiro contextualizar o leitor desavisado. Meu último blog foi utilizado por mim em dois momentos muito ruins, os anos de 2014-2015 e de 2022-2025. Então, havia uma carga de pensamentos indigestos e postagens impublicáveis, e isso estava me arrastando para baixo, com uma grande âncora.

Isso não significa que hoje estou plena e feliz como uma pluma voando. Mas, brincando novamente com a música que tanto gosto, daria tudo por meu mundo e nada mais. E mais uma vez brincando, resolvi nomear este espaço fazendo referência ao meu mais antigo blog (quem me conhece há 20 anos talvez lembre. Era de uma época em que era super fácil montar templates fofos).

Era para ter começado em primeiro de abril, mas acho que ia parecer mentira. E ontem foi muito puxado no serviço, estava morrendo de dor de cabeça depois de ter ficado tanto tempo lendo e arrumando dados... Precisava de um descanso.

Hoje também preciso, mas estou aproveitando meu notebook para fazer backup do celular que tem menos de 800Mb de espaço, já que o Windows 11 resolveu que não reconhece meu telefone no desktop. Então, estou aqui até que a transferência de 19Gb de vídeos se conclua. Enquanto isso, aturem-me. Ou não, é só fechar o navegador.

Os mundos de Lica - porque, sim, meu nome é Lica (ok, tecnicamente meu nome tem Lica), e estou um pouco cansada de me esconder em tantos pseudônimos e personagens. Aqui só vou ser a Lica, uma adolescente aprisionada no corpo de adulta e mente de idosa, um furacão exagerado e água de poço, calma calma calma.

Tenho 41 anos, sou casada, tenho um filho, trabalho, tenho duas graduações, dezessete anos de serviço, gosto de escrever, de ler, de Miraculous e animes shoujo antigos, de fotografar e editar fotos, de tentar fingir que dessa vez vou aprender a costurar, de cozinhar (mas estou um pouco enjoada da cozinha do cotidiano), de planejar e depois ignorar todos os planejamentos, de me desafiar o tempo todo... E não gosto de me sentir para baixo, nem de rastejar pelo biscoito alheio, de procrastinar e depois me ver sufocada entre prazos exíguos, de ter ciclos de altos e baixos de energia, de ter crises de ansiedade, mania e depois depressão, de ser silenciada ou de ser diminuída...

Sou uma pessoa como todas as outras, cheias de preocupações, cheias de caos, cheias de mundos. E esses mundos que eu quero botar para fora.

Seja bem vindo(a), não repare a bagunça (e, se reparar, pode ir embora). E daqui a pouco vamos tomar banho e dormir.

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Hoje não estou bem

Hoje não estou bem. Minha vontade é de sumir. Não consigo nem chorar mais. Não aguento mais pensar nos outros.